Nesta matéria constam 10 passos para você aceitar que não é egoísta quem pensa em si mesmo; não comete crime quem mata pai e mãe (psicologicamente é claro); etc.
1) Amar a si mesma sobre todas as coisas:
Quem não se ama cria uma relação de desgosto consigo mesmo e com o mundo. Gostar não é só cuidar da aparência, descansar...é uma virtude autônoma. Levar em conta seus desejos e suas emoções não significa ignorar o que os outros pensam e sentem. Tem a ver com desenvolver a sua capacidade de dizer não para o que faz mal a você.
2) Não esbravejar em vão:
A agressividade é o combustível da ação. Se bem utilizada traz benefícios. Mas, com o stress do dia a dia, às vezes você liga o botão reclamona-passiva e fica esbravejando: trabalho demais, meu namorado não ajuda...
Temos que lidar com a raiva de maneira madura para sermos respeitados. Significa brigar quando necessário e agir para mudar o necessário. A raiva indica os nossos limites e mostra o que nos agride e nos viola, mas ela não pode responder por nós.
3) Guardar domingos e sábados:
A saída é estabelecer limites. Se não der para desligar o celular, comece a mostrar que considera mais produtivo resolver os problemas dentro do horário do expediente. Agora, pode acontecer de você estar viciada em trabalho. Nesse caso o gerente apenas compartilha da sua visão. Então treine o desapego. Se tiver de trabalhar no final de semana, trabalhe; se houver recaída, supere. Ter tempo livre é uma conquista, e não uma circunstância.
4) Matar Pai e Mãe:
Matar pai e mãe é matar aquela voz interior repressora, que a impede de ser madura. Isso é chamado de Superego. Tem a ver com cortar o cordão umbilical. É um processo de dissociação. Quando criança queremos o tempo todo corresponder as expectativas deles. Ou então tentamos contrariá-las. Mas entrar na vida adulta significa fazer 21 anos. É enterrar essa relação infantil e deixar que a outra, madura e benéfica, nasça.
5) Perdoar os próprios erros:
Somos perfeccionistas, não tem jeito. Ninguém diz para dar uma olhada aí dentro e entender que você também tem motivos para agir como age. Não se trata de justificar. É entender que os desacertos fazem parte e tirar proveito.
6) Não perca a sua essência:
Muitas pessoas procuram os terapeutas com a seguinte queixa: se dão conta de que estão agindo contra o que consideram certo e bom. Você se acostuma a uma adversidade, encontra meios de lidar com ela ou fugir. E quando concorda em ser diferente do que é durante longo período, para fazer parte de algum grupo, para ser aceita pela família do namorado ou até para sustentar uma relação, está protelando. E pecando contra a sua essência. Toda escolha traz uma perda. É preciso ter maturidade: capacidade de se impor uma frustração a curto prazo para ter compensação a médio e a longo prazo.
7) Não reprimir sentimentos:
Cada um é de um jeito: tem o agressivo, o afetivo, o sexual. Todos os sentimentos têm seu valor e não podemos negá-los. A forma como reagimos a eles é que pode estar errada. Bancar a bem resolvida não vai solucionar a questão.
8) Não levantar falso testemunho:
Quem é que nunca, nunquinha, fala mal de alguém? Fofocar faz parte dos mundos das relações, mas pode simbolizar um conflito interno se você vive dizendo inverdades sobre seus desafetos. Além de perder tempo, quem fala do outro tem dificuldade de lidar com as próprias dificuldades. Identifique os pontos que a incomodam naquela pessoa que virou alvo de críticas. Normalmente, quando nos apegamos a algum aspecto, é porque aquilo é um dos nossos pontos fracos.
9) Não desejar o homem da próxima:
Conquistamos a liberdade de deitar na cama de quem bem entendemos. Mas, às vezes nos comportamos como adolescentes que não sabem o que fazer com a livre escolha. Entenda que você merece mais do que um cara comprometido. Se começar a se valorizar, será cada vez menor a chance de se envolver em roubadas. Agora, também não é crime imaginar o bonitão acompanhado só de cueca, mas que seja por pura diversão de pensamento.
10) Não cobiçar a vida alheia:
Quando você quer ter o emprego, o carro e o cabelo da sua amiga, não cobiça necessariamente o material ou o físico. Sua vontade é de ser amada, respeitada e admirada como você acha que ela é. Busque identificar a causa da sua necessidade de afeto. Por que se considera menos querido do que alguém? Todo mundo tem problemas e inseguranças. Agora, se almeja de fato os bens, o status ou a aparência, transforme o jogo a seu favor. A inveja expressada de um jeito saudável é aquela que move você a ser tão boa quanto aquela pessoa que despertou esse sentimento.
Então? Parece fácil não é? Mas é complicado colocar em prática quando o paciente somos nós...mas vale a tentativa. Fique atenta a estes sinais, quem sabe sua percepção não muda e você passa a dominar a sua vida?
Bjks
Carla
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